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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O Homem de Giz

Agora que acabaram as festividades e a necessidade de nos envolvermos no manto quente e confortável da companhia de familiares e amigos, chegou a altura de nos isolarmos na leitura de livros cujo negrume rivaliza com o dos dias de Inverno.   Eis que, como que seguindo a deixa, a Planeta decide começar 2018 com o lançamento de “O Homem de Giz”.  Recebi, na semana de Natal, uma cópia de avanço deste Thriller Psicológico que afirma, de uma forma que eu julguei algo arrogante, ser “o livro do ano 2018”.  Pfff!
 
 
No dia 24 de Dezembro comecei a leitura.

Dia 25, depois do almoço da praxe em casa dos pais, voltei à carga.

Dia 26 regressei ao trabalho com o meu exemplar (já bastante manuseado) dentro do saco para dele tirar proveito nas pausas de refeição.
 

 Entrei em 2018 com o livro do ano já lido! (um livro lido numa semana - o que, para uma mãe de dois filhos pequenos é um feito considerável!).
 
Sim, a afirmação pode ser arrogante, mas considerando o conhecimento que tenho dos clientes que frequentam a minha livraria, julgo que seja correcta.  A verdade é que, para grande parte da família leitora, o mistério de uma boa história policial ou thriller é motivo mais que suficiente para manter a luz do quarto acesa pelas horas nocturnas adentro, mesmo sabendo o quanto isso nos custará na manhã seguinte…  “O Homem do Giz” vai ser responsável por muitas olheiras em 2018!

A história, narrada na primeira pessoa por Eddie Adams, vai intercalando os acontecimentos da morte de uma jovem em 1986 com o ponto em que as testemunhas estão em 2016.  Eddie (ou Ed, como chamam agora ao homem de 42 anos) vai-nos guiando pela vida do seu grupo de 5 amigos com 12 anos de idade e, mais amargamente, pela forma como as vicissitudes da vida marcaram uma separação entre alguns membros do grupo e uma existência quase isolada para outros.  Na verdade, e apesar de ser um Thriller, há relativamente poucas mortes durante os relatos de Eddie…  O grafismo (excepto nos capítulos finais) é pouco.  O desconforto que sentimos, esse, é enorme!

Há algo de particularmente constrangedor, um mal-estar latente, sempre que uma história é contada pelos olhos de uma criança.  Uma criança que, com os amigos, encontra o corpo desmembrado de uma jovem no bosque junto à aldeia onde vive.  Uma criança que vive numa casa a cair aos pedaços com um pai jornalista e uma mãe que trabalha numa clínica de abortos.  Uma criança que fala, na primeira pessoa, de bullying.  Uma criança que vê um acidente numa feira de diversões e que salva a vida de uma jovem com a ajuda do novo professor da escola…  O “Homem de Giz” (assim apelidado pelas crianças pelo facto de ser albino).  Uma criança que vive as alterações da idade com intensidade.  Uma criança que, possivelmente, não é de confiança…
 
“O Homem de Giz” não é um livro com descrições macabras ou de violência extrema (excepto, talvez, no final).  Mas é um livro que nos mantém em suspense, desejosos do novo desenlace, da próxima peça do puzzle.  E o final...  Não desaponta!

A imprensa internacional não deixou passar o quanto “O Homem de Giz” faz lembrar o conto “O Corpo” de Stephen King .  Em "O Corpo", que viria a ser adaptado ao cinema com o título "Conta Comigo" e com River Phoenix no elenco, King conta-nos a história de quatro rapazes que se aventuram nos bosques em busca de um jovem desaparecido e de como a sua aventura acaba por se tornar um ritual de passagem da infância à idade adulta, e o início de perda da inocência.  E sim, há paralelos, mas eu, nestas coisas das comparações, sou sincera...  Acho sempre de extrema pressão para o comparado.  C. J. Tudor há-de, se este livro é prova de algo, formar nome por si própria no mundo do Thriller.  E vai ser bem sucedida.  Se precisava de começar este percurso sendo comparada com o Rei do Terror?  Não!  Apenas porque, à semelhança do que acontece comigo sempre que alguém é comparado à Agatha Christie, os fãs de Stephen King vão repudiar a comparação com um enérgico abanar de cabeça e revirar de olhos.  Simplesmente porque, autores como King ou Christie construíram o seu legado literário ao longo de anos e é humanamente impossível alguém conseguir atingir os seus níveis de qualidade numa primeira tentativa. 

Por isso peço, leiam este livro sem tentar retirar comparações, sem procurarem outro escritor nas páginas de "O Homem de Giz"...  Mas façam um favor a vós próprios:  leiam este livro!

(E pensar que tudo começou com um balde de paus de giz que alguém ofereceu à filha da autora como prenda do seu segundo aniversário...)
 
 
Nota 4

segunda-feira, 26 de maio de 2014




ESTOU NUA, E AGORA?
de Francisco Salgueiro
 
ISBN 9789897411595
 
Quantas vezes acordamos com vontade de mudar de vida? Deixar para trás os mesmos lugares, as mesmas pessoas, a relação que não vai a lado nenhum?
 
 
Alex, uma nova-iorquina, vive uma vida perfeita: acabou o curso e tem um emprego garantido. Está prestes a cumprir os sonhos que desenharam para ela. Mas um desgosto de amor leva-a a viajar pelo mundo. Precisa de se conhecer melhor e ultrapassar os seus medos.
Da Tailândia ao Brasil, da Austrália a Marrocos, faz Couchsurfing dormindo em colchões, beliches, camas limpas, camas sujas, parques públicos – até em casa de Francisco Salgueiro dormiu , em Lisboa.
Nudismo, algum sexo, ilhas paradisíacas, jantares românticos, protestos de rua, festivais no deserto, um encontro com Nelson Mandela, mulheres que disparam bolas de ping pong das suas zonas íntimas – tudo isto faz parte desta história real passada nos sete continentes, ao longo de um ano, que representa tudo aquilo que gostaríamos de fazer.
Há pessoas que cometem erros por se acomodarem e outras que cometem erros por tentarem. A Alex preferiu errar tentando. E vocês?
Um convite aos adolescentes e jovens adultos a tomarem as rédeas da sua vida e a partirem à descoberta do mundo!




Sobre o autor
Francisco Salgueiro. Sócio da primeira empresa portuguesa de assessoria mediática e digital de celebridades, Naughty Boys. Fotógrafo premiado internacionalmente. Autor de doze livros publicados pela LeYa/Oficina do Livro, incluindo os bestsellers Homens Há Muitos e O Fim da Inocência.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A brincar, a brincar...



 
 
Mixórdia de Temáticas
de Ricardo Araújo Pereira
Editor: Tinta da China
ISBN: 9789896711368
 
 
 
Sinopse
 
Uma compilação dos guiões da rubrica radiofónica da Rádio Comercial que tem o mesmo elegante nome.

A rubrica que fez com que a Rádio Comercial se tornasse líder de audiências.
 
Vasco: Então o senhor esteve um bocadinho deslocado na manifestação.
Eu: Foi, porque estava tudo a gritar: «Está na hora, está na hora / de o governo se ir embora» e eu era o único a dizer «Gaspar, tudo se arranja / vê lá se a gorda quer uma canja». Sozinho, mas aguentei-me ali a gritar as minhas palavras de ordem, parecia o Che Guevara das canjas.
 
 
 

Jamie Oliver... em 15 minutos!





Refeições em 15 Minutos
de Jamie Oliver
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-06365-6
 
 
 
Sinopse
 
Este livro vai ao encontro do que os leitores me têm pedido - refeições ultrarrápidas, saborosas e nutritivas para o dia a dia.

A criação destas receitas foi toda uma nova experiência para mim; procurei que fossem metódicas, criativas, informais e divertidas, com ingredientes magníficos - uma explosão de sabores para os seus cozinhados!

Provavelmente não tornarei a escrever um livro de cozinha como este, mas asseguro-lhe que ficará com um livro de referência, que lhe dará as ferramentas necessárias para poder criar refeições fantásticas e extremamente rápidas.

Fui buscar inspiração à cozinha dos quatro cantos do mundo, introduzindo sabores de que todos nós gostamos nos pratos clássicos de frango, carne, e massa; apoiando-me na colorida comida asiática vendida na rua e nos flamantes sabores da comida marroquina; dando importância às saladas e tantos outros acompanhamentos. Com este livro, tentei apresentar uma multiplicidade de cozinhas que estão a conquistar cada vez mais entusiastas. Estas foram as refeições mais rápidas e fáceis que fiz até hoje.

Jamie Oliver
 
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

As Cinquenta Sombras Livre





Pois é...

Como aqui tinha dito, o terceiro volume da trilogia mais quente do momento, era para ser colocado à venda apenas em Fevereiro de 2013.  No entanto, e como há que aproveitar o frenesim que se vive no mundo literário com as obras de E. L. James (já para não falar que o Natal está à porta e sempre se vendem mais uns exemplares desta forma), o lançamento foi adiantado já para o próximo dia 12 de Novembro... 

Está mesmo quase a chegar, a conclusão da história de Christian e Anastasia...



Sinopse:

"Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.

As Cinquenta Sombras é o maior fenómeno literário de 2012. Traduzido em mais de 40 línguas, vendeu em poucos meses cerca de 50 milhões de cópias em todo o mundo."

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sai amanhã!!!





A Mão do Diabo
de José Rodrigues dos Santos
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789896164942
 
 
Sinopse
 
A Mão de Diabo é o décimo romance de José Rodrigues dos Santos, autor da Gradiva que já vendeu mais de um milhão de exemplares e está publicado em dezoito línguas.

Este novo livro aborda a crise, um tema relativamente ao qual a sociedade está particularmente sensível. Seguramente despertará a curiosidade dos leitores o que augura mais um sucesso de vendas.

Novidade - Daniel Silva




Retrato de uma Espia
de Daniel Silva
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722525022
 
 
Sinopse
 
Gabriel Allon, restaurador de arte e espião, está em Londres com Chiara, a mulher, para um fim de semana que se esperava agradável. Mas duas bombas, em Paris e Copenhaga, conseguiram já estragar este encantador dia de outono. Depois, quando Gabriel se prepara para deter um homem que ele suspeita estar prestes a fazer um terceiro atentado em Covent Garden, é atirado ao chão e fica a observar um verdadeiro pesadelo, sem poder fazer nada. Ainda tem bem fresca a perturbadora memória do seu fracasso em impedir um massacre de inocentes quando é chamado a Washington para um confronto com o novo rosto do terrorismo global. Ao centro de uma explosiva praga de morte e destruição está um esquivo clérigo de origem americana a viver no Iémen. E o pior ainda está para vir...
 

Críticas de imprensa
 
«Allon é o Bond do século XXI – com um ritmo elegante, subtil e muito bem informado. Se ainda não leu Silva, tente o Retrato de Uma Espia – e depois vá ao fundo ler a série completa.»
Daily Mail

«Um Allon reflexivo e sexy… deve ser o superespião mais famoso que não é interpretado pelo Daniel Craig.»
Daily Mail

«Num estilo verdadeiramente Bauer, tiroteios, raptos e enredos de terrorismo internacional seguem o Gabriel Allon para onde quer que ele vá.»
USA Today

«Silva acumula tensão com voltas e reviravoltas de cortar a respiração.»
People

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Era uma vez... O teu livro!

Antes de mais, tenho de pedir desculpas pela minha ausência...

Em Setembro fui de férias e, ao regressar, comecei em conversas com uma amiga minha para iniciarmos um negócio as duas (de livros, claro!) e tenho estado embrenhada nesta fase inicial.

Quem me conhece sabe que, acima de tudo, A-DO-RO escrever.  E, desde que fui Mãe (nem acredito que já vai fazer 2 anos este mês), comecei a criar histórias infantis para o meu filhote.  Ora, como devem imaginar, as Mães são como as Mulheres-Quando-Vão-À-Casa-de-Banho.  Nunca andam sózinhas!  E eu não sou excepção!  Pertenço a um "Grupo de Mães" cujos filhotes nasceram entre Outubro de 2010 e Janeiro de 2011 (sendo o que nos une o facto de todos estarem previstos para Dezembro 2010).  Entretanto, os nossos "cachopos" começaram a comemorar o primeiro aniversário e eu, como prendinha, fiz um conto para cada criança.  Uma das Mamãs, a minha amiga Vera Magalhães, decidiu imortalizar a história do filhote, o Salvador, num livro de tecido pintado por ela, à mão, para o qual transpôs a história por mim escrita.  As outras Mães do grupo gostaram tanto que nos incentivaram a juntar e a fazer os nossos livros personalizados.  Assim nasceu o "Era uma vez...  O teu livro!".

Eu escrevo estórias personalizadas segundo as directrizes providenciadas pelos Pais da criança e a Vera transforma-as em livro.

Por enquanto, estamos apenas no Facebook.  Podem visitar-nos na seguinte "morada":

http://www.facebook.com/pages/Era-uma-vez-O-teu-livro/366451666763183#!/pages/Era-uma-vez-O-teu-livro/366451666763183


E agora aqui fica a historinha que deu origem a tudo...






Salvador, o Doce Detective

"Hoje venho contar-vos a história do meu amigo Salvador.
O Salvador é um menino muito lindo, com cara de bonequinho, mas que é incompreendido… Até pela sua Mamã. Vejam vo...
cês bem, amiguinhos, que a Mamã do Salvador acha que ele é muito calminho e até lhe chama “Pastelãozinho”. Mas, na verdade, nada poderia estar mais longe da realidade! O que se passa é que o meu amigo, quando era muito pequenino, ouviu falar de um grande detective belga chamado “Hercule Poirot”. Na altura o Salvador só pensou, sem nada dizer, que o detective em questão tinha um nome muito estranho. Mas, ao ouvir mais um pouco da conversa, ficou muito curioso. Diziam que esse detective, considerado um dos melhores de todos os tempos, tinha a reputação de conseguir desvendar todo e qualquer crime, utilizando apenas o que ele chamava “as suas celulazinhas cinzentas”. Ora, o meu amigo, é um menino muito inteligente e pensou logo que havia de fazer a experiência. Tentar resolver os problemas e mistérios do dia-a-dia usando apenas as suas próprias celulazinhas cinzentas.
A sua primeira prova veio quando menos esperava.
Estava um dia o meu amigo com a Mamã, no Parque da Cidade, quando, de repente, deu de caras com um mistério. A Mamã, que achava sempre que o filho estava a relaxar, viu-o estendido na relva, muito quieto, e pensou “lá está o meu Pastelãozinho!” mas, se se tivesse aproximado um pouco, ia reparar que o Salvador estava, na verdade, a inspecionar uma “prova” de um crime cometido: um papel de chocolate, vazio, sem vestígio do doce que o ocupara.
“Huuuuumm…” – pensou o nosso detective – “Parece que alguém, ou alguma coisa, comeu uma tablete de chocolate, deixando para trás a prova da sua gulodice… Quem teria sido o guloso?”
Nisto, como se respondessem a uma deixa, aproximaram-se dele três pombos cinzentos, de peitilho inchado.
- Cu-cu-rrooo! – saudaram os pombos – Podemos saber o que estás aí a fazer deitado… a olhar para um pedaço de papel?
O Salvador sentou-se e explicou:
- Encontrei esta embalagem de chocolate vazia, o que parece indicar que alguém acabou de comer um chocolate… estou à procura de pistas que me levem a descobrir quem o fez, mas está difícil… Na relva não dá para se notar as pegadas do criminoso e não sobrou nem um pedacinho para contar história… Parece que o chocolate se evaporou no ar!
Ao dizer isto, o meu amigo olhou para as asas dos seus ouvintes e, inquisitivo, perguntou:
- Por acaso não foram vocês que o comeram?
- Nóóóóssssss? – perguntaram em coro os três pombos, ofendidos – Achas que temos cara de ladrões de chocolates? Se aqui estamos é precisamente porque, por termos fome, costumamos vir à cata de alguma migalhinha que as pessoas que passeiam no Parque costumam deixar para trás. Nunca seríamos capazes de roubar mais que uma migalha!
E, dizendo isto, viraram costas ao meu amigo e levantaram voo.
Mais à frente, no relvado, o Salvador viu uns patinhos que pareciam aproveitar o sol para se aquecerem. Decidido a resolver este mistério, foi ter com eles.
- Desculpem… - disse o meu amigo.
Os patinhos, brancos, de biquinho cor-de-laranja, sacudiram as penas das asas e voltaram-se para ele:
- Sim? Quá-quá!
- Por acaso não viram quem comeu um chocolate e deixou o papel ali na relva, junto a mim?
Os patos olharam para o sítio que o meu amigo indicou, olharam um para o outro e responderam:
- Não! Quááá… Não reparámos em nada. Mas também… Chocolate? – fizeram uma careta – Quem é que ia comer tal coisa? Ainda se fosse um bocadito de pão.
Um deles aproximou-se do nosso detective:
- Por acaso não tens um pouco de pão que nos dês?
- Não… - lamentou o Salvador – Não tenho pão nenhum.
Os patinhos afastaram-se:
- Bem… Não faz mal… De certeza que conseguimos arranjar um pouco!
Já tinham andado um bom bocado quando um deles se voltou para trás e disse:
- Olha, porque não vais ao lago perguntar aos peixes se eles sabem do tal “chocolate”? Eles é que são uns gulosos que comem tudo!
Confiante que, com a ajuda dos peixes, ia conseguir desvendar o mistério, o meu amigo gatinhou até lá. Quando chegou à beirinha do lago, debruçou-se para ver se encontrava algum peixinho. A superfície do lago estava calminha e a água tão limpinha que refletia tudo como um espelho. E, ao debruçar-se, o Salvador viu algo que o fez corar.
No seu reflexo, viu a sua carita, por norma branquinha e perfeita, manchada com uma grande marca de chocolate que lhe chegava às bochechinhas lustrosas. De repente lembrou-se de tudo: a Mamã dera-lhe um chocolatinho para comer e ele adormecera antes de ela o conseguir limpar. Ao adormecer, tinha o papel do chocolate na mão e este, sem dúvida, caíra durante a sesta. De repente, no entanto, um enorme sorriso iluminou o rosto do nosso detective: desvendara o seu primeiro mistério e descobrira, sozinho, o guloso que andava no parque!"

sábado, 8 de setembro de 2012

1Q84 volume 3 - UPDATE!!!





O lançamento, previsto para a próxima terça-feira, foi aparentemente adiantado e o livro chegou HOJE às lojas!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Mary Balogh




Um Verão Inesquecível
de Mary Balogh
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892320021
 
 
Sinopse
 
Kit Butler é um dos mais afamados solteirões de Londres, casar é a última coisa que lhe passa pela cabeça. Mas a sua família tem outros planos. Para contrariar o casamento que o pai lhe arranjou, Kit precisa de encontrar uma noiva... e depressa. Entra em cena Miss Lauren Edgeworth. Lauren foi abandonada em pleno altar pelo seu noivo, Neville Wyatt. Destroçada, decide que não voltará a passar pelo mesmo: nunca casará.
O encontro entre estas duas forças da natureza é tão intenso como uma tempestade de verão... e ambos engendram um plano secreto. Lauren concorda alinhar na farsa em troca de um verão recheado de paixão e aventura. No final, ela romperá o noivado - o que afastará possíveis pretendentes - deixando-os a ambos livres. Tudo corre na perfeição, até que Kit faz o impensável: apaixona-se por Lauren. E um verão já não é suficiente para ele. Mas o tempo não para e Kit sabe que terá de apelar a mais do que as suas vulgares armas de sedução para conseguir convencer Lauren a entregar-lhe o seu coração... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para o resto das suas vidas.
 
 
 
Esta autora já há algum tempo tinha agraciado as livrarias com o seu livro "Uma Noite de Amor" (Edições Asa, ISBN: 9789892312354), o qual tinha uma história com bastante potencial para o género em que se insere (literatura histórica-light) mas que, inexplicavelmente, passou um pouco despercebida. 
 
 
 
 
Aqui fica o início de "Uma Noite de Amor":
 
"Quando Lily acordou bem cedo na manhã seguinte, lavou a cara e as mãos na água fria do ribeiro e arranjou-se o melhor que pôde antes de subir o carreiro de regresso ao declive coberto de fetos e atravessar o arvoredo até à parte de baixo do relvado tratado.
Parou para observar o que lhe pareceram estábulos com a casa por trás.  Ambas as construções pareciam maiores e mais proibitivas à luz da manhã do que lhe haviam parecido na noite anterior.  E havia uma grande atividade em curso.  Havia inúmeras carroças no caminho junto aos estábulos e moços de estrebaria e cocheiros atarefados por todo o lado.  Os convidados da festa da noite anterior devem ter passado lá a noite e estavam a preparar-se para partir, calculou Lily.  Ainda não era a altura certa para fazer a sua entrada em cena.  Teria de esperar até mais tarde.
Tinha fome, constatou depois de regressar à praia, e decidiu ocupar algum tempo passeando até à aldeia, onde talvez podesse comprar um pequeno naco de pão.  Mas quando lá chegou, descobriu que aquele não era de maneira nenhuma o local tranquilo e deserto que encontrara na noite anterior.  A praça estava quase totalmente cercada por grandes carruagens - talvez algumas fossem as mesmas que vira mais cedo junto às cavalariças da abadia.  O próprio largo estava pejado de gente.  As portas da estalagem estavam escancaradas e a multidão que entrava e saía desencorajou Lily de se aproximar.  Verificou que a entrada da igreja estava apinhada, com uma multidão ainda mais compacta do que a do largo.
- O que é que se passa? - perguntou a duas mulheres paradas nos limites do largo junto à estalagem, ambas a olhar para a igreja, uma delas em bicos de pés.
Viraram-se para olhar para ela.  Uma observou-a de alto a baixo, tendo percebido que não era da terra, e franziu o sobrolho.  A outra revelou-se mais amistosa.
- É um casamento - explicou - Metade da alta sociedade de Inglaterra está cá para o casamento de Miss Edgeworth com o conde de Kilbourne.  Não sei como é que se conseguiram enfiar todos dentro da igreja.
O conde de Kilbourne!  Mais uma vez aquele nome soou-lhe como se fosse o de um estranho.  Mas ele não era um estranho.  E o significado do que aquela mulher lhe dissera atingiu-a como um soco.  Ele ia casar-se?  Agora?  Dentro daquela igreja?  O conde de Kilbourne ia casar-se?
- A noiva acabou de chegar - acrescentou a outra mulher, já mais descontraída com o facto de ter uma estranha a ouvir o que dizia - Não a viu, o que foi uma pena.  Toda de cetim branco, devia ter visto, com a cauda do vestido rendilhada e um chapéu e uma rede a cobrir-lhe o rosto.  Mas se se deixar ficar por aqui um bocado, pode vê-los a sair assim que os sinos começarem a tocar.  Atrevo-me a dizer que a carruagem vai dar a volta por este lado antes de voltar para trás e passar os portões, para que todos possamos acenar e ver os noivos.  Pelo menos, é o que diz o Mr. Wesley, o estalajadeiro.
Mas Lily não esperou por mais explicações.  Atravessou apressadamente o largo, abrindo caminho por entre as pessoas ali presentes.  Já ia meio a correr quando chegou aos portões da igreja.
 
Neville conseguiu perceber, pela agitação na porta da igreja, que Lauren chegara com o barão Galton, o avô dela.  Sentiu-se um crescendo de entusiasmo e ansiedade nas fileiras de bancos da igreja, que albergavam toda a fina-flor dos ton, assim como uma série de elementos das famílias locais mais proeminentes.  Várias cabeças se voltaram para olhar para trás, embora ainda não houvesse nada que ver.
Neville sentiu como se alguém lhe estivesse a apertar o peitilho ao pescoço e lhe tivesse colocado uma mão-cheia de enérgicas borboletas no estômago.  Estas duas sensações já o acompanhavam, em diversos graus de intensidade, desde antes do pequeno-almoço que se vira incapaz de ingerir, mas voltou-se, desejoso de olhar pela primeira vez a sua noiva.  Viu Gwen de fugida, curvada para a frente aparentemente a endireitar a cauda do vestido de Lauren.  A prórpia noiva se deteve, desesperadamente fora do alcance da vista.
O vigário, esplendidamente vestido para a ocasião, estava logo atrás do ombro de Neville.  Do outro lado, Joseph Fawcitt, marquês de Attingsborough, o primo varão mais próximo de si em idade e desde sempre um amigo chegado, aclarou a garganta.  Todas as cabeças. percebeu Neville, se voltaram então para olhar para trás, ansiando pela entrada da noiva.  Que importância tinha um mero noivo, afinal de contas, quando a noiva estava prestes a aparecer?  Lauren chegou na hora certa, calculou, sorrindo dissimuladamente.  Não teria sido próprio dela atrasar-se um minuto que fosse.
Ele mexeu nervosamente os pés quando os movimentos ao fundo da igreja se tornaram mais evidentes e havia até um som de vozes demasiado alto, inapropriado para o interior de uma igreja.  Alguém se dirigia a outra pessoa, dizendo com uma insistência cortante que ele ou ela não podia ali entrar.
Mas ela entrou pela porta e ficou à vista dos que estavam reunidos no interior da igreja.  Só que estava sozinha.  E não se apresentava vestida como uma noiva, antes como uma mendiga.  E não se tratava de Lauren.  Avançou apressadamente uns passos pela nave antes de se deter.
Era uma alucinação provocada pela ocasião, indicou a Neville uma parte recônditada sua mente.  Ela parecia-lhe chocante e penosamente familiar.  Mas não se tratava de Lauren.  A visão dele focou-se num único ponto.  Olhou ao longo da nave da igreja, como se estivesse a fitar um longo túnel - ou através do olho de um telescópio -, para a ilusão que ali se plantara.  A sua mente recusava-se a funcionar em pleno.
Alguém - dois homens, na verdade, reparou ele distraidamente - a agarrou pelos braços, levando-a para fora do alcance da vista.  Mas o súbito terror de que ela desaparecesse, para nunca mais ser vista, libertou-o da paralisia que o assolara.  Ergueu um braço, indicando que deveriam parar.  Não se ouviu falar, mas toda a gente se voltou bruscamente para o fitar e ele apercebeu-se do eco da voz de alguém a dizer algo.
Avançou dois passos.
- Lily? - sussurrou.  Tentou regressar à realidade e passou a mão rapidamente pelos olhos, mas ela continuava ali, com um homem a prender-lhe cada braço e a olhar para ele, como que aguardando instruções.  Sentiu um calafrio a percorrer-lhe a cabeça e as narinas.
- Lily? - repetiu, desta vez mais alto.
- Sim - respondeu ela na voz suave e melódica que assombrara os seus sonhos e a sua mente tantos meses depois de...
- Lily - disse ele, e sentiu-se estranhamente à parte de toda aquela cena.  Escutou as suas próprias palavras como se fosse outra pessoa a proferi-las. - Lily, tu estás morta.
- Não - disse ela - Eu não morri.
Ele continuava a vê-la descer o túnel da sua alucinação.  Só ela.  Só Lily.  Tinha esquecido a igreja, as pessoas agitadas nos bancos, o vigário a aclarar a garganta, Joseph a pousar-lhe uma mão no braço, Lauren parada junto à porta atrás de Lily, de olhos arregalados com a premonição iminente de um desastre.  Ele agarrou-se à visão.  Não iria deixá-la escapar.  Outra vez não.  Não a deixaria escapar de novo.  Avançou mais um passo.
O vigário aclarou novamente a garganta e Neville por fim compreendeu que estava na Igreja de Todas as Almas, em Upper Newbury, no dia do seu casamento.  Com Lily parada na nave lateral, entre ele e a sua noiva.
- Meu senhor - disse o vigário, dirigindo-se a ele -, conhece esta mulher?  Deseja que seja retirada para que possamos dar seguimento ao matrimónio?
Se ele a conhecia?
Se ele a conhecia?
- Sim, conheço-a. - respondeu, numa voz tranquila, appesar de plenamente consciente de que cada um dos convidados do casamento estava suspenso das suas palavras e o ouvia atentamente - Ela é a minha esposa."

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Inverno do Mundo (continuação de A Queda dos Gigantes)



Lançamento Previsto Para 18 de Setembro



 
 
O Inverno do Mundo
Trilogia O Século - Livro 2
de Ken Follett
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348768
 
 
Sinopse
 
Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.

1Q84 - Volume 3



Lançamento Previsto Para 11 de Setembro

 
 
 
1Q84 - Volume 3
de Haruki Murakami
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724621081
 
 
 
Sinopse
 
O Livro 3 revela o estilo forte e truculento de uma personagem única, Ushikawa de seu nome. A par de Tengo e Aomame, a voz da Ushikawa ecoa nas páginas do terceiro volume de 1Q84 e provoca as reações mais intensas. Amem-no ou detestem-no, mas deixem-no entregue à sua sorte. Tengo e Aomame continuam sem saber, mas aquele é o único lugar perfeito no mundo. Um lugar perfeitamente isolado e, ao mesmo tempo, o único que escapa às malhas da solidão.
Este mundo também deverá ter as suas ameaças, os seus perigos, claro, e estar cheio dos seus próprios enigmas e de contradições. Mas não faz mal. A páginas tantas, é preciso acreditar. Sob as duas luas de 1Q84, Aomame e Tengo deixam de estar sozinhos... Inspirado em parte no romance 1984, de George Orwell, 1Q84 é uma surpreendente obra de ficção, escrita de forma poderosa e imaginativa - a um tempo um thriller e uma tocante história de amor.
Murakami continua a provocar o espanto e a emoção, comunicando com milhões de pessoas de todas as idades, espalhadas pelo mundo inteiro. Ao pousar este livro, quantos leitores não se sentirão desafiados a ver o mundo com outros olhos?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

As Cinquenta Sombras de Grey - Parte II





As Cinquenta Sombras de Grey - O início da trilogia de que todas as mulheres estão a falar... discretamente.
de E. L. James
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892319957


Sou sincera...  Não gosto deste livro!  Não acho que tenha qualidade literária, que esteja bem escrito, que seja inovador!  Se o sucesso do livro se deve ao teor erótico, existem livros muito melhores no mercado, como os de Henry Miller...  Se é pelo teor sado-maso, leia-se Marquês de Sade...  Se é pela história de amor...  leia-se qualquer outro!  A revolta que sinto ao ver os exemplares voarem dos escaparates é idêntica à que senti quando a febre Twilight atingiu as adolescentes de todo o Mundo e eu via o Bram Stocker, esse sim um clássico do género, permanecer, empoeirado, nas estantes.  Não percebo estes fenómenos...  Se se interessam por um tema, porquê resignar-se com a versão "barata" quando a de qualidade está ali mesmo ao lado?

Por isso foi com bastante curiosidade que, após uma conversa com um colega livreiro, li esta crítica que saiu no suplemento "Actual" do jornal "Expresso".  Já lera a crítica saída no suplemento "Tentações" da revista "Sábado", na qual o crítico lhe dera uns beneméritos 20% de nota.  Esta não foi tão favorável...  mas, a meu ver, foi bem mais contudente e divertida:


"Posto à venda em Portugal no dia 9 deste mês, "As Cinquentas Sombras de Grey", de E. L. James, o romance erótico que é já considerado o grande fenómeno editorial de 2012, esgotou a primeira edição (15 mil exemplares) em apenas cinco dias, entrando directamente para o primeiro lugar do top em quase todos os principais pontos de venda: FNAC, Sonae, Corte Inglés (e para o segundo lugar na rede de livrarias Bertrand). Um sucesso comercial que replica, sem surpresa, o que tem acontecido por todo o mundo. Lançada em Abril deste ano, a trilogia vendeu 20 milhões de exemplares nos EUA em apenas quatro meses e um total de 31 milhões só nos países anglófonos. Traduzida em 40 países, lidera os tops em muitos deles (Alemanha, Espanha, Holanda, Itália, Reino Unido, etc.). É um êxito à escala global, muito na linha do que aconteceu há uns anos com o feiticeiro Harry Potter, de J. K. Rowling, e com os vampiros assexuados de Stephenie Meyer. Desta vez, porém, o público-alvo não é composto por adolescentes ávidos de mundos fantásticos ou romantismo kitsch, mas por mulheres adultas, de todas as idades, atraídas pelas tórridas cenas de sexo. Houve quem lhe chamasse «pornografia para mamãs», sobretudo nos EUA, mas o epíteto peca por exagero. E. L. James limitou-se a materializar, tudo indica na medida certa, as fantasias de um número significativo de pessoas que estão habituadas às elipses do costume (a porta que se fecha, a luz que se apaga) e nunca devem ter lido na vida um livro de Henry Miller ou Anaïs Nin.
O mais espantoso neste fenómeno editorial é o modo como surgiu do nada. E. L. James, pseudónimo de Erika Leonard, uma produtora televisiva britânica de 49 anos, começou a escrever num site de fanfiction, género literário que consiste em copiar o estilo, o universo e as personagens de um determinado autor. No caso de James, a escritora imitada era Stephenie Meyer, a criadora da saga "Twilight". E se a fonte de inspiração já não augurava nada de bom, o nom de plume trazia, em si mesmo, uma antecipação do desastre: Snowqueens Icedragon (mais na linha do que se esperaria, por exemplo, de um imitador de George R. R. Martin). Ao contrário de Meyer, James introduzia muito sexo nas suas histórias, o que suscitou críticas e a levou a transferir o material para outro site. No processo de reescrita, deixados para trás os nomes originais das personagens, apareceram Anastasia Steele (ex-Isabella Swan) e Christian Grey (reconversão do vampiro Edward Cullen em milionário controlador), figuras centrais do que viria a ser "As Cinquenta Sombras de Grey". Estávamos em Maio de 2011 e o primeiro volume da trilogia foi posto à venda em versão e-book por uma modesta editora virtual, sediada na Austrália. A história podia acabar aqui, como acabam 99,99% dos livros escritos por pessoas com o perfil e o talento literário quase nulo de E. L. James. Acontece que o passa-palavra funcionou um pouco por todo o lado, com reflexo directo nas vendas, e foram surgindo cada vez mais referências, na Internet, ao livro que andava a deixar literalmente excitadas muitas leitoras. Quando o terceiro volume da trilogia foi lançado, em Janeiro deste ano, várias reportagens nos principais meios da comunicação social norte-americana destacaram o marketing viral espontâneo associado à série e o facto de muitas mulheres andarem nos transportes públicos a ler «o romance escaldante de que se fala», tranquilas porque os seus leitores de e-books as deixavam a salvo do escrutínio indiscreto que os outros passageiros fazem, quando podem olhar para a lombada. O resto – edições em papel, traduções para o mundo inteiro, venda dos direitos cinematográficos – aconteceu à velocidade da luz, deixando a autora num estado de compreensível incredulidade.
"Não consigo perceber como é que se tornou tão popular", disse E. L. James em entrevista ao "Expresso" (revista "Única", 30 de Junho), referindo-se à sua obra"As Cinquenta Sombras de Grey" é apenas a natureza das cenas de sexo, mais numerosas e descritas de forma mais explícita do que será habitual nas edições mainstream. Mas se a isto, mais às incursões pífias no domínio do sadomasoquismo, se resume o alvoroço provocado por estes livros, então é caso para concluir que não só o sexo continua a vender (como sempre vendeu) mas encontrou novos nichos de consumo, infelizmente menos abertos à experimentação erótica e libertos de condicionantes morais do que se poderia pensar. Na sua essência, a abordagem de E. L. James é profundamente conservadora. O tema central do livro não é o carácter negro de Christian Grey, personagem que noutras mãos poderia revelar alguma profundidade, mas o esforço hercúleo de Anastasia, a heroína inocente, para o resgatar aos seus demónios, à "sua própria escuridão", e "trazê-lo para a luz". Não se escapa aqui a um único dos estereótipos femininos: do fascínio pelo príncipe encantado ao impulso salvífico. E a suposta perversão de Grey – materializada em práticas sadomasoquistas que só podiam ser consequência, claro está, de traumas infantis profundos – também é um logro. Cedo compreendemos que o "dominador" vai sendo gradualmente dominado por quem era suposto dominar, incapaz de lhe fazer, chegada a hora decisiva, o que fez às quinze "submissas" precedentes. Por «amor», Anastasia sujeita-se a ser algemada, a levar açoites e a sentir no corpo o peso de uma chibata. Mas o «castigo» é sempre relativamente soft: sem sangue, sem dor extrema. Quando Anastasia desafia Grey a forçar os limites do contrato de submissão, várias vezes discutido (aliás, com excessiva minúcia) mas nunca assinado, tudo acaba.
Na prática, "As Cinquenta Sombras de Grey" não passa de um conto de fadas clássico, só que sem happy end (quase de certeza guardado para o final da série). Christian Grey é o príncipe encantado, misterioso e emocionalmente “volátil”, cuja obsessão pelo controlo trai a natureza sombria a que o título do romance alude. Aos 27 anos, é riquíssimo, poderoso, e uma idealização do homem de sucesso. Nas palavras da autora, muito dada às hipérboles, ele "não era só atraente – era o suprassumo da beleza masculina, deslumbrante". Os seus dotes são quase infinitos: toca ao piano peças melancólicas de Chopin e transcrições de Bach, colecciona arte contemporânea, sabe pilotar o seu helicóptero particular, voa em planadores e, mais importante do que tudo o resto, é um verdadeiro deus do sexo, sempre preocupado com a satisfação da sua companheira (nunca chega ao orgasmo antes dela) e aparentemente bafejado pela completa ausência de período refractário. Por seu lado, Anastasia, quando conhece Grey aos 21 anos, prestes a completar o ensino superior, é a própria imagem da inocência. Virgem, raras vezes foi beijada, nunca teve namorado, nunca se embebedou, nunca se masturbou. A partir da página 128, tudo isso muda drasticamente, mas o grau de inverosimilhança destas criaturas, e do que fazem e dizem, mantém-se até ao fim.
Na primeira visita a casa de Grey, Anastasia fica desde logo a conhecer a "sala de diversões" de Christian, com uma grelha de ferro suspensa do tecto, uma cruz presa à parede, cordas, correntes, algemas e um "sortido assombroso de palmatórias, chicotes, chibatas e instrumentos com penas de aspecto curioso". Aquele aparato todo parece destinado a infligir dor à pobre rapariga, mas na verdade ela só passa por ali duas vezes (e um pouco de fugida). Mais do que o antro de um torturador, a sala é uma metáfora do que E. L. James faz à literatura. Às mãos de Grey, Anastasia fica, no máximo, com o rabo vermelho e dorido. Às mãos de E. L. James, a literatura esvai-se em sangue até à morte.
Quase tudo na escrita desta autora é mau. O que não é mau, é péssimo. A "voz" de Anastasia, narradora na primeira pessoa, rapidamente se torna insuportável (sobretudo quando abusa de interjeições como "Uau!", "Bolas!" e "Oh não!"). Alvoroçada pela ideia que faz do amante, mesmo quando ele não está por perto, Anastasia sente o corpo como o palco de um "frenesim", de um "carnaval de emoções". Daí a repetição até à náusea dos sintomas clássicos do enlevo amoroso: joelhos a tremer, borboletas na barriga, pernas com "consistência de gelatina", o "sangue a zunir nas veias", o coração "a tentar fugir pela boca". A frequência cardíaca acelera sempre, a respiração suspende-se, há descargas eléctricas, há olhos revirados e lábios mordidos. Protagonista do livro não é Anastasia, é o seu corpo. É nele que se desenrolam os "avassaladores" orgasmos, que tanto alarido provocam nos grupos de discussão na Internet, é através dele que Anastasia diz o que as palavras não podem (ou não sabem). Corando, por exemplo. Nunca, na história da literatura universal, uma personagem terá corado tanto. E de tantas formas diferentes: "furiosamente", "ligeiramente", "violentamente". À sua melhor amiga, Anastasia diz a dada altura: "Oh, Kate, tu sabes que estou sempre a corar. É inevitável." Deve ser mesmo: no total, acontece 152 vezes em 547 páginas. Uma vez a cada três páginas e meia.
No fundo, quem devia corar a sério não era Anastasia, era quem a criou. Como se o relato pormenorizado de todas as alterações fisiológicas da heroína não fosse suficientemente penoso, James ainda nos oferece o espectáculo grotesco da cabeça confusa de Anastasia, onde se digladiam o "subconsciente" (sempre céptico) e uma "deusa interior" (sempre eufórica), ambos antropomorfizados e dispostos a opinar sobre cada escolha ou dilema da rapariga. Pior mesmo só os arremedos poéticos de E. L. James, que redundam em imagens extraordinárias como estas: "a voz dele era quente e sedutora como brigadeiro de caramelo derretido"; "estava de tronco nu e eu bebi-o com os olhos, como se estivesse doida de sede e ele fosse água fresca de uma nascente da montanha"; "a expectativa borbulhava-me nas veias como um refrigerante". Ao pé disto, Margarida Rebelo Pinto soa a Virginia Woolf.
A Lua de Papel prevê editar o segundo volume da trilogia ("As Cinquenta Sombras Mais Negras") em Outubro e o último ("As Cinquenta Sombras Livre") em Fevereiro de 2013. Não exijam é a este crítico o sacrifício de os ler. Como diria Grey, com este primeiro já foram ultrapassados todos os limites toleráveis de sofrimento.

Avaliação: 0,5/10"

[Texto publicado no suplemento "Actual", do semanário "Expresso"]

domingo, 12 de agosto de 2012

Não Nos Roubarão a Esperança



 
Não nos Roubarão a Esperança
de Júlio Magalhães
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263997
 
 
 
Sinopse
Poderá o amor nascer em tempo de guerra? No Portugal de Salazar e nos tempos conturbados da guerra civil espanhola, Miguel Oliveira, voluntário português ao serviço das tropas nacionalistas de Franco, é feito prisioneiro pelos republicanos, depois de o seu avião ter caído nos arredores de Barcelona. Um feliz golpe de sorte salva-o de um julgamento sumário e de uma morte certa por fuzilamento. Será trocado por um oficial republicano, perto de Madrid. Miguel inicia uma longa viagem de automóvel que o vai levar de Barcelona a Madrid num território pejado de perigos. Será durante essa intensa viagem que ele conhecerá e se apaixonará por Dolores, a jovem republicana responsável por levá-lo à capital espanhola. Outrora uma defensora ardente da República, Dolores está nos finais da guerra, cansada de ver tanta morte e destruição. Para sua grande surpresa e sem nunca abandonar os seus ideais, a jovem republicana encontrará em Miguel um bom confidente e até um protetor. Tendo como pano de fundo a violenta paisagem desenhada pela guerra civil, Não nos roubarão a esperança, narra o nascimento de um grande amor que terá de provar ser mais forte do que o ódio.
 
 
 
Júlio Magalhães leva-nos até ao cenário da Guerra Civil Espanhola para nos contar a história de dois portugueses, dois irmãos, sangue do mesmo sangue, separados por convicções diferentes. Duarte e Pedro, que partem para o país vizinho, para combater em diferentes lados da barricada. Um ao lado dos nacionalistas e o outro dos republicanos. Contudo, para além da violência e do drama do conflito, estes dois irmãos irão encontrar o amor.
 
 
 
" Junho de 1938. 
Arredores de Barcelona.
Duarte abriu os olhos e levou alguns segundos a distinguir o que estava à sua volta.  Um bando de crianças sujas e mal vestidas olhava para ele tentando disfarçar o medo.  O piloto levou a mão à testa e sentiu o sangue antes de o ver.  Uma dor terrível apertava-lhe o pé esquerdo, ou talvez o direito.  Tudo naqueles primeiros instantes lhe parecia confuso.  Na sua cabeça uma imagem repetia-se.  O fumo e as chamas que saiam do grande motor do avião, o chão a aproximar-se e os gritos do seu copiloto.  Depois de um violento embate contra um terreno seco tudo ficou, subitamente, estranho.  Não conseguia lembrar-se de mais nada.  Até aquelas crianças ranhosas e desdentadas não faziam sentido para Duarte.  Que raio estavam ali a fazer?  Onde estava o seu avião?  Olhou para trás e sentiu, mais do que viu, os restos esventrados do seu aparelho italiano com o fogo a consumir a madeira que lhe dava forma.  Mais ao longe, ainda altivo, o motor rodeado por chamas.
Quis levantar-se, mas o pé não o deixou.  Soltou um grito de dor.  As crianças assustaram-se com o grito e recuaram uns passos tímidos.  Aos poucos foram perdendo o medo e voltaram a aproximar-se do piloto português.  Duarte podia, agora, ver com um pouco mais de detalhe as seis ou sete crianças que o rodeavam.
Porque tinham elas espingardas nas mãos?  Duarte esforçou-se para focar a imagem tanto quanto lhe deixava aquela maldita dor na cabeça mesmo por cima dos olhos.  Sobressaltou-se.  As crianças tinham mesmo armas e estavam apontadas a ele?  Bastaram mais uns segundos para Duarte perceber que era tudo a brincar. 
As espingardas eram de pau.  A fingir.  Sem saber como, Duarte encontrou forças para sorrir.
Uma das crianças, mais afoita, aproximou-se com a sua arma a fingir em punho.  Encurvou-se ligeiramente para apontar a sua espingarda faz-de-conta ao corpo deitado do piloto.  Não devia ter mais de 8 anos e uma cara marcada por sardas.  A criança fechou a boca e franziu o sobrolho para tentar encontrar a cara mais terrível que conseguisse.  Se a espingarda era falsa, a sua voz era verdadeira e o ódio com que disse aquela curta frase assustou Duarte:
- Pum!  Estás morto, fascista dum filho da puta!"

(Pré-publicação de um excerto do primeiro capítulo do livro “Não Nos Roubarão a Esperança”, de Júlio Magalhães, publicado na revista Tentações na edição 430 da revista Sábado)
 

sábado, 28 de julho de 2012

Desistir Não é Opção




Desistir Não é Opção
de Paulo Sousa e Costa
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892319544
 
 
Sinopse
Certo dia na praia, quando um casal de desconhecidos lhe perguntou a idade, o Paulinho disparou apressado: "Tenho sete anos." Mas não tinha, era uma mentira inocente de criança, que a um mês do aniversário queria impressionar... Ao lado, o pai fingiu não ouvir, com um sorriso nos lábios. Naquele momento, debaixo de um Sol radioso, ao ouvir o barulho das ondas, Paulo Sousa Costa desfrutava apenas do despreocupado amor pelo filho, no último dia de praia, no fim do último Verão que passariam juntos. O Paulo não sabia, nunca poderia imaginar, que o Paulinho não chegaria a fazer sete anos. Ao anjinho louro, de cabelo encaracolado, sobravam apenas 15 dias de vida. Num dia estava bom, no outro já não estava, levado por uma leucemia fulminante. Desistir Não é Opção é uma história de amor. De um menino que foi amado desde o dia em que foi concebido, a milhares de quilómetros de distância, numa Nova Iorque de sonho. É a aventura de um pai e de um filho que cresceram juntos, e se separaram abruptamente. O que o Paulo ensinou o filho a nunca desistir, e foi o que ele teve de aprender da pior maneira possível. E, em memória do anjinho louro, o pai prometeu a si próprio levantar-se e viver. Porque, como costumava dizer ao Paulinho sempre que ele enfrentava um obstáculo, Desistir não é Opção!
 
 
 
Nunca leio livros de Espiritualidades ou Auto-Ajuda.  Não digo isto de forma orgulhosa...  apenas não tenho o gene da crença, o que me leva a olhar cepticamente para todos os livros do género.  Mas este foi lido!  Assim que chegou à loja não consegui deixar de ler a sinopse ("defeito" de ser mãe?) e depois a minha mãe pediu-me para lho comprar.  No dia em que o adquiri, "esqueci-me" de o dar quando passei em casa dos meus pais depois do trabalho e acabei por o levar comigo e o ler.  Este não é um livro de Auto-Ajuda...  É uma extensa e bela carta de amor de um pai para o filho.  É raro ver um homem colocar assim o coração no papel e lançá-lo para o mundo para toda a gente ver.  É, também, belíssimo.  É a prova de que o verdadeiro amor não tem pré-conceitos...  Um homem não chora?  Chora, se assim tiver de ser!  Apenas...  Desistir é que não é opção!
 

sábado, 14 de julho de 2012

Afinal... não foi o mordomo!


Porque nem só de literatura light se fazem as leituras de Verão, hoje trago algumas novidades do policial, outro género com bastante saída na época balnear.


Os Diários Secretos
de Camilla Läckberg
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722050470
Sinopse:
O verão está a chegar ao fim e a escritora Erica Falk regressa ao trabalho depois de gozar a licença de maternidade. Agora cabe ao marido, o inspetor Patrik Hedstr¿m, tratar da pequena Maja. Mas o crime não dá tréguas, nem sequer na tranquila cidade de Fjällbacka e, quando dois adolescentes descobrem o cadáver de Erik Frankel, Patrik terá de conciliar os cuidados à filha com a investigação do homicídio deste historiador especializado na Segunda Guerra Mundial. Recentemente, Erica fez uma surpreendente descoberta: encontrou os diários da mãe, com quem teve um relacionamento difícil, junto a uma antiga medalha nazi. Mas o mais inquietante é que, pouco antes da morte do historiador, Erica tinha ido a casa dele para obter informações sobre a medalha. Será que a sua visita desencadeou os acontecimentos que levaram à sua morte? E estará Erica preparada para conhecer os segredos dos diários da mãe? Camilla Läckberg combina com mestria uma história contemporânea com a vida de uma jovem na Suécia dos anos 1940. Com recurso a numerosos flashbacks, a autora leva-nos a descobrir o obscuro passado da família de Erica Falk.



Pena Capital
de Robert Wilson
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722050517
Sinopse:
Alyshia D’Cruz, filha do magnata indiano Francisco «Frank» D’Cruz, cresceu entre Londres e Mumbai, num meio privilegiado. Mas uma noite, depois de uma festa com muito álcool, Alyshia entra no táxi errado...
Charles Boxer, ex-militar e ex-polícia, encontrou a sua vocação na segurança privada. A sua especialidade: raptos e resgates. Mas é uma vida sem raízes, que não impressiona a filha adolescente, Amy, nem a mãe desta, a sargento-detetive Mercy Danquah.
Quando D’Cruz contrata Boxer para encontrar Alyshia, este percebe que o complicado império empresarial de Frank lhe valeu muitos inimigos. Apesar da imensa fortuna de D’Cruz, os raptores não querem dinheiro - preferem um jogo cruel e letal. Mas o governo do Reino Unido não quer que o seu novo grande investidor perca a filha no centro da capital. Agentes do MI6 na Índia seguem as pistas de Boxer e, quando o rasto se cruza com uma conspiração terrorista em Londres, depressa se torna aparente que não é apenas a vida de Alyshia que está em causa.
Para salvar Alyshia, Boxer tem de fintar fanáticos religiosos, mafiosos indianos e senhores do crime londrinos. Pena Capital é uma viagem arrepiante ao lado negro de pessoas e lugares que estão escondidos, à espera do momento certo para destruir uma vida.

A Relíquia
de Douglas Preston, Lincoln Child
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896374143
Sinopse:
Quando uma equipa de arqueólogos é selvaticamente massacrada na bacia do Amazonas, tudo o que resta da expedição são algumas caixas contendo amostras de plantas e a estátua de um deus misterioso.Viajando de barco em barco e de porto para porto, as caixas acabam por chegar ao Museu de História Natural de Nova Iorque, apenas para serem fechadas numa cave e esquecidas.
Mas o coração negro da Amazónia nunca esquece. Algum tempo depois, quando o museu decide expor a arrepiante estátua, alguém ou algo começa a vaguear pelos corredores e galerias poeirentas do museu. E é então que se dão as mortes brutais. Mas quem será o responsável? Um louco... ou algo muito mais inexplicável?
A Relíquia é um romance arrepiante onde se entrelaça o dia a dia de um enorme museu com factos científicos, personagens poderosas e um enredo que arrebata o leitor da primeira página até à reviravolta final.



O Monstro de Florença - Uma História Verdadeira
de Douglas Preston, Mario Spezi
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348362
Sinopse:
Douglas Preston, ao mudar-se para Itália, ouve falar da história verídica do Monstro de Florença - o assassino que, entre 1974 e 1985 matou e mutilou catorze pessoas, sem nunca se ter descoberto a sua identidade, ainda que muitas tenham sido as detenções de inocentes e as teorias acerca do caso. O próprio FBI esteve envolvido nas investigações, e a violência dos crimes foi de tal ordem que existe o rumor de que a personagem Hannibal Lecter se baseia neste criminoso desconhecido.

A corrupção e a incompetência da polícia italiana são expostas por Preston e por Mário Spezi, jornalista italiano que desde o início acompanha obsessivamente o caso, de tal forma que acabam por ficar na mira das autoridades - que chegam a prender Spezi pelos crimes e a acusar Preston de cumplicidade.
Críticas de imprensa:
«Esta história baseada num caso real ocorrido em Florença cria uma tensão implacável que prende o leitor aos desafios do enredo.»
Publishers Weekly

«Esta fascinante colaboração, entre um autor de bestsellers americano e um repórter italiano, produziu um thriller extremamente invulgar em que os próprios autores se tornam suspeitos.»
CBS News



Flores Caídas no Jardim do Mal - Primavera
de Mons Kallentoft
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722050333
Sinopse:
O sol primaveril brilha em Linköping, no centro da Suécia, e aquece os poucos habitantes, ainda pálidos da escuridão de um inverno prolongado, que ousaram sair para tomar café nas esplanadas da cidade. Já há andorinhas a voar em círculos no céu e as bancas de flores já exibem tulipas coloridas. Uma mulher passeia com as duas filhas pela Praça Grande da cidade e dirige-se à caixa automática de um banco para levantar dinheiro. E, subitamente, há um som aterrador que atravessa a cidade e faz estremecer as construções mais sólidas e os corações mais endurecidos. Momentos depois, Malin chega à praça e a visão que a atinge dificilmente poderá ser apagada. Num manto de flores despedaçadas e ramos espalhados há vidros partidos, o sapato de uma criança, um pombo a debicar o que aparenta ser um pedaço de carne e, a pairar sobre este cenário de tragédia, um silêncio absolutamente ensurdecedor. Alvo de um atentado, Linköping nunca mais será a mesma




O Oásis Escondido
de Paul Sussman
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524643
Sinopse:
No ano de 2152 a.C., oitenta sacerdotes do Antigo Egipto usam a capa da noite para irem até ao deserto levando consigo um misterioso objeto envolto num pano. Quatro semanas mais tarde, ao chegarem ao seu destino, cortam em silêncio os pescoços uns dos outros.
Quatro mil anos mais tarde, no Egito dos nossos dias, Freya Hannen, alpinista profissional, chega para ir ao funeral da irmã, Alex, uma exploradora do Sara. Desde o início que Freya desconfia das alegações de que a irmã se terá suicidado e decide investigar as verdadeiras causas da sua morte. Recebe a ajuda de Flin Brodie, um académico britânico amigo da falecida irmã. Também Flin procura respostas: dedicou a vida inteira à procura de um mítico oásis escondido.
Num thriller de cortar a respiração — o próprio Sussman trabalhou como arqueólogo no Egito - seguimos a inesquecível aventura dos dois protagonistas. Em jogo não está apenas um grande mistério da arqueologia, a localização do lendário oásis de Zerzura, mas também a chave para um segredo terrível e surpreendente que reside no coração do oásis.
«Um dos melhores autores de suspense internacional. Extraordinário.»
Steve Berry







Bom Verão e boas leituras!

domingo, 8 de julho de 2012

As Cinquenta Sombras de Grey



As Cinquenta Sombras de Grey - O início da trilogia de que todas as mulheres estão a falar... discretamente.
de E. L. James
Editor: Lua de Papel
ISBN: 9789892319957



Sinopse

As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre.

Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor? As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de E. L. James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicado.
 
 
Críticas de imprensa
 
“De um dia para o outro, As Cinquenta Sombras de Grey tornou-se sensação entre o círculo das mães jovens e atraentes e chegou ao top dos bestsellers do New York Times. Este romance erótico pôs as gravatas cinzentas no primeiro lugar da lista de compras de muitas esposas, na esperança de que os respectivos maridos viessem a imitar a personalidade obsessiva, imperiosa e intimidante de Grey, com muitas a admitirem que o livro lhes despertou um desejo intenso por sexo com os companheiros.”
The Daily Mail

“As Cinquenta Sombras de Grey, romance erótico de uma autora desconhecida, foi descrito como pornografia para mamãs ou como uma espécie de Twilight para adultos e, por todo o lado, tem deixado as mulheres eléctricas, de tal forma que, em três tempos, o fenómeno se espalhou no Facebook, nos ginásios ou nos eventos escolares dos filhos. Os editores referem que o burburinho que acompanha As Cinquenta Sombras de Grey faz lembrar o que se passou com o Código Da Vinci ou com Comer, Orar e Amar. A diferença é que este livro é responsável por uma outra coisa: apresentou às mulheres habituadas a ler ficção comercial e sem novidade um novo estilo de romance erótico, explícito e de uma ardência ofegante. Nos subúrbios de Nova Iorque, Denver e Minneapolis, as mulheres que devoraram a trilogia afirmam sentir os efeitos benéficos em casa. Segundo Lyss Stern, a fundadora do site DivaMoms.com e uma das primeiras fãs da série, o livro está a reavivar a chama de muitos casamentos. ‘Acho que ler o livro nos faz sentir sexy outra vez’.”
The New York Times

“Novos e velhos, médicos e crentes praticantes, homossexuais e heterossexuais – estamos só a falar dos HOMENS que devoraram este oh! tão atrevido As Cinquenta Sombras de Grey, uma trilogia erótica que conquistou milhões de mulheres numa questão de semanas.”
Washington Post
 
 
"As Cinquenta Sombras de Grey" é um romance erótico escrito pela britânica E. L. James (pseudónimo de Erika Leonard).  Fã da colecção de livros Twilight, E. L. James começou por partilhar a sua criação em sites de fãs, utilizando os nomes de Bella Swan e Edward Cullen como os protagonistas da sua história (que pretendia ser uma homenagem à história dos dois), no entanto, o alto teor sexual fez com que tivesse de a retirar do site e criar a sua própria página (fiftyshades.com).  Nesta trilogia (este é o primeiro de três volumes) a autora, de cerca de 50 anos, diz ter colocado todos os seus desejos e fantasias...  A verdade é que os livros ficaram conhecidos pelas suas cenas explicitamente eróticas apresentando elementos de práticas sexuais que envolvem bondage, sadismo e masoquismo.  Também é verdade que teve uma aceitação e procura imediata pela parte do público feminino, especialmente pelas mulheres acima dos 30 (se bem que as adolescentes e mulheres mais jovens também tenham contribuido, e muito, para o seu sucesso), o que fez com que a imprensa internacional apelidasse os livros de "Mommy Porn" (pornografia para as mães).
A recepção nos vários países tornou este o livro que mais rapidamente se "expandiu" para o mercado internacional, tendo, inclusivé, ultrapassado a série do Harry Potter.  E agora chegou a Portugal! 
 
Chega hoje às lojas e, quero crer, o seu sucesso no nosso país nada ficará a dever aos países que já arrebatou!
 
 

"É escolher, ó freguesa!"


O Verão chegou, as férias estão aí e férias são sinónimo de...  por a leitura em dia!  Podemos, finalmente. dedicar-nos aos livros que, durante o resto do ano, queremos ler mas não temos tempo.  Mas a verdade é que, apesar das listas infindáveis de livros a ler, nada nos parece melhor que levar para a praia livros que nos façam esquecer as agruras da vida e não nos obriguem a pensar.  Daí ser esta a altura em que mais se vende a chamada literatura light.  Se é dos que optam por este género, aqui ficam umas sugestões acabadas de chegar às livrarias:




Preces Atendidas - A fé no amor nunca se apaga
de Danielle Steel
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722524636


Sinopse

Um livro sobre a família e a amizade, sobre uma mulher que tenta libertar-se do seu passado e o homem que a ajuda a vencer. Faith Madison é a imagem perfeita da nova-iorquina sofisticada. Loura, magra, cheia de estilo, há muito quem inveje a sua vida. Ultrapassou uma infância trágica e casou-se com um banqueiro, de quem tem duas filhas adultas. Viveu ao máximo o seu papel de mulher e mãe e desfrutou da boa vida que teve. Mas, ao longo de todos os seus passos, ocultou de todos um segredo, e até de si própria. Mas quando reencontra um velho amor, um amigo de infância que, juntamente com ela e o seu irmão, formavam «Os Três Mosqueteiros», tudo na sua vida vai ser questionado. O casamento de Faith está em crise, porque ela decidiu, contra a vontade do marido, ter uma carreira própria e voltar a estudar. E é na correspondência com Brad, que vive num casamento sem amor, que vai encontrar refúgio. E à medida que recuperam a sua ligação de infância, algo mais vai crescendo entre eles.
Brad encontrará a coragem para tomar a decisão que devia ter tomado anos antes e também Faith será ousada e partilhará o segredo que traz consigo há tantos anos. Com uma visão extraordinária sobre a vida de maridos e mulheres, amantes e familiares, Danielle Steel conta-nos uma história comovente e sábia de segredos que nos ferem e escolham que nos saram - e das segundas oportunidades, que só uma vez na vida acontecem.

Críticas da imprensa:
«Os romances de Danielle Steel narram as coisas da vida. É impossível saltar uma página, acontece alguma coisa a cada vírgula. Suspense, angústia e lantejoulas alternam com o desespero e o conto de fadas.»
L’Événement du Jeudi




Noites de Jasmim
de Julia Gregson
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892319643


Sinopse

1942. Numa Europa devastada pela guerra, a jovem Saba tem uma vida protegida. Demasiado protegida. Ela anseia por liberdade e é suficientemente obstinada para desafiar as convenções e a própria família e perseguir o seu sonho: cantar. Ao atuar num hospital militar britânico, a jovem conhece Dom, um piloto em convalescença. A atração é imediata mas ambos sabem estar perante um amor condenado. Dom debate-se com o trauma das suas cicatrizes de guerra e está decidido a voltar rapidamente ao combate. Atormentada pelos perigos que o homem que ama está disposto a correr, Saba renuncia aos seus sentimentos e decide partir numa jornada que a levará ao glamour do Cairo e ao calor e opulência de Istambul. Um mundo tumultuoso e decadente de soldados, espiões e agentes duplos. Um mundo onde não há lugar para a inocência e todos buscam mais do que aparentam. Alguns querem apenas desfrutar da sua belíssima voz. Outros, sentir o seu amor. Mas há também quem queira os segredos que só ela, graças ao círculo social em que se move, pode descobrir.
No turbilhão em que se tornou a sua vida, há algo que se mantém inalterado: as suas memórias dos momentos que passou com Dom. Desde então, o mundo mudou irremediavelmente, mas os seus caminhos voltarão a cruzar-se um dia… e da forma mais inesperada.






O Meu Encontro Com a Vida
de Cecelia Ahern
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348492


Sinopse

Nos últimos anos, a vida de Lucy Silchester não tem corrido como ela idealizara. No entanto, isso não parece incomodá-la, uma vez que para cada coisa desagradável que lhe acontece, há sempre uma maneira de a contornar contando uma mentira. Um dia, quando chega a casa, Lucy encontra um envelope com um convite para se encontrar com a vida, que aparentemente ela anda a negligenciar. A partir desse momento, as suas mentiras irão ser desmascaradas - a menos que Lucy aprenda a dizer a verdade sobre o que é realmente importante para si.

Considerado pelo jornal inglês Daily Express como «um dos melhores romances da autora, que nos transmite uma mensagem de rara sensibilidade», o novo livro de Cecelia Ahern apresenta-nos uma nova abordagem à vida e aos motivos pelos quais fazemos as escolhas que fazemos. No total, a obra de Cecelia Ahern encontra-se publicada em 46 países e conta com mais de 13 milhões de livros vendidos.





As Vinhas do Amor - O sabor de um beijo…o aroma de um vinho naquele verão
de Roisin Mcauley
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260148


Sinopse

Moonbeam Star, conhecida pelos amigos como Melanie, é filha de um casal hippy. O pai esqueceu-se de regressar de Woodstock e a mãe partiu para se encontrar, portanto, Melanie foi criada pelos avós.
Agora na casa dos vinte, Melanie estuda e trabalha num estabelecimento vinícola na Califórnia. Quando o avô tem um ataque cardíaco, revela um segredo que guardou desde que o seu avião foi abatido sobre a França durante a Segunda Guerra: teve um filho com a rapariga que salvou. A criança era um rapaz, e Melanie fica intrigado com a existência desse tio francês e parte à sua procura.
Em Inglaterra, a jovem irlandesa Honor Brady apaixona-se por Hugo, um comerciante de vinhos, que a leva para o seu castelo em Astignac, na zona vinícola de Entre Deux Mers.
Hugo vende vinhos raros a connoisseurs; vinhos com história; vinhos escondidos durante a guerra; vinhos salvos do Palácio de Inverno em Sampetersburgo… e Honor é deixada sozinha, o que a leva a conhecer Didier, cuja família outrora foi dona do château de Hugo e está ligada ao tio de Melanie. À medida que as vida das duas mulheres se sobrepõem, é descoberta uma teia de mentiras que se estendeu durante décadas.





Pecados Escondidos - Alguns segredos só podem ser partilhados atrás de portas fechadas.
de Emma Wildes
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896573089


Sinopse

Não foi a arte do engano que desconcertou Michael Hepburn, mas sim a inocência. A sua recém-esposa era confiante, bonita e, para seu espanto, absolutamente fascinante.
Julianne Sutton sempre soubera que casaria com o marquês de Longhaven, como fora acordado anos antes pelas famílias. No entanto, assumira que o marido seria Harry, o afável herdeiro ducal, e não o enigmático irmão. Quando Harry morreu de forma inesperada e Michael lhe sucedeu como o novo marquês, não foram apenas os planos de casamento de Julianne que se alteraram.
Michael combatia o inimigo implacável num jogo de espionagem e engano, mas quando descobriu que a mulher tinha os seus próprios segredos, depressa descortinou que o amor se regia por um conjunto de regras completamente diferentes…




A Estranha Viagem do Senhor Daldry
de Marc Levy
Editora:  Contraponto
ISBN:  9789896661243


Sinopse

«Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.»

Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…


Críticas de imprensa

«Uma história tão original quanto romântica.»
Cosmopolitan
«Marc Levy é um contador de histórias notável.»
Le Parisien
«Simples, comovente e profundo, este é um dos melhores livros de Marc Levy.»
Le Figaro