domingo, 24 de junho de 2012



A Cidade Impura
(Costa Book of The Year Award, 2011)
de Andrew Miller
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722348393



Sinopse

A Cidade Impura é um romance contemporâneo britânico, publicado em 2011, que venceu o aclamado Costa Book of the Year Award relativo a esse mesmo ano, prémio inglês para escritores residentes no Reino Unido e Irlanda, também atribuído a J.K. Rowling, em 1999.

Os tempos são os que antecedem a Revolução Francesa, o local é Paris. Jean-Baptiste Baratte é um jovem engenheiro que chegou da Normandia, chamado a Versailles pelo ministro do rei, que pretende contratá-lo para um trabalho: planificar e executar a demolição do cemitério e igreja de Les Innocents, vizinhos do mercado de Les Halles, em Paris. O cemitério tem sido usado ao longo dos anos mas recentemente começou a alastrar para a zona residencial em volta, que começou a ser invadida por um cheiro desagradável. A Cidade Impura ergue-se contra todas as adversidades, fura por entre os poucos raios de luz, emerge do caos e explode como uma obra de uma enorme beleza, fabricada a partir de uma matéria putrefacta e mórbida.

No top 100 da amazon inglesa e com direitos vendidos para a Alemanha, Itália, Grécia, Taiwan, Noruega e Brasil, A Cidade Impura foi recentemente nomeado para o Southbank Award 2012 e reúne quase na totalidade a pontuação máxima do ranking de críticas da amazon. Já comparado a O Perfume pelo Daily Express, dizem ainda alguns críticos que A Cidade Impura tem muito poucas imperfeições.
 
 
Críticas de imprensa
 
«Intensamente atmosférica, embora o tema possa parecer macabro, esta eloquente obra de Miller, transborda de vitalidade e cor. A abundância de detalhes pessoais e físicos evoca Paris do século XVIII com uma surpreendente proximidade. E acima de tudo, o autor domina essa rara subtileza de levar o leitor a interessar-se por uma personagem que à partida não inspira simpatia. Se gostou de O Perfume de Patrick Süskind, vai adorar este romance.»
Daily Express

«Um dos aspetos mais brilhantes da escrita de Miller é a sua discreta capacidade de questionar, apenas pelo estilo, a nostalgia da vida tanto sob o domínio dos Bourbons como em plena destruição criativa da Revolução... Ele possui uma intuição incomparável para criar penetrantes analogias, nunca exorbitadas, que apenas geram uma sugestiva agitação... Do princípio até ao fim, a sua escrita é sempre cristalina, espontânea, acutilante e inteligente. Podemos chamar-lhe pura.»
Literary Review

«Esta recriação de Paris em vésperas da Revolução Francesa é extraordinariamente vívida e imaginativa, e a história é tão absorvente que não se consegue pôr o livro de parte antes do final.»
The Times

«Uma alucinante viagem a Paris prestes a explodir antes da Revolução Francesa.»
Daily Mail
 
 
 
Este livro chamou-me a atenção, pela sua capa, já há uns meses, quando recebemos a versão original inglesa com o título (quase) oposto ao da tradução portuguesa de "Pure".  Li a sinopse e, como adoro um bom livro com o seu lado negro e macabro e, ainda por cima, já há muito que não leio um bom romance histórico, ficou na minha lista de potenciais próximas compras.
Na altura, admito, ainda não sabia nada sobre o "tal" Prémio Costa (prémio atribuído a livros de 5 diferentes categorias - Melhor Romance, Melhor Primeiro Romance, Livro Infantil, Poesia e Biografia - entre os autores estabelecidos na Grã-Bretanha e Irlanda), mas a ideia de uma história passada nas vésperas da Revolução Francesa e com um cemitério com uma população muito acima da sua capacidade de corpos como pano de fundo pareceu-me irresistível.
Agora chegou às lojas a tradução, pela Presença.

sábado, 23 de junho de 2012

"Cocó" na livraria



Cocó na Fralda - Os desabafos de uma mulher sobre os imprevistos da vida em família
de Sónia Morais Santos
Editor: Matéria Prima
ISBN: 9789898461353


Sinopse

Este é um livro hilariante, comovente e desconcertante sobre uma mulher que, para além de excelente profissional, é também mãe de três crianças. Com uma vida repleta de incidentes e imprevistos, Sónia Morais Santos, decidiu, em 2008, criar um blogue onde narrava as suas aventuras de mãe e mulher, de jornalista e dona de casa. Com cerca de 20 mil visitas diárias, o Blogue Cocó na Fralda é um dos mais lidos em Portugal. O livro recupera alguns dos melhores textos do blogue, mas inclui muitos outros,, criados de raiz, e todos organizados por temas: Amor aos Molhos, Quando amor rima com estupor, Amor, pavor ou tirem-me deste filme se fazem favor, Coisas que eles dizem e O mundo é um lugar estranho. Porque a vida em família nem sempre é fácil, mas é possível sobreviver-lhe! E gostar!
 
 
 
Há 2 anos, estava eu de baixa devido a uma gravidez de risco, li uma reportagem numa revista em que mencionavam o blog "Cocó na Fralda".  Já não me recordo se a reportagem era sobre blogs de todas as áreas que tinham obtido grande sucesso junto ao ciber-público, se era especificamente sobre blogs de cariz maternal/familiar.  Sei, no entanto, que o nome me chamou a atenção e, sendo eu uma mãe de primeira viagem e sem amigas com prole que me podessem ajudar nessa excitante aventura, recorri à partilha de emoções de Sónia Morais Santos.  Sorri, embeveci-me e convenci-me que tudo ia correr bem e que ia iniciar o percurso mais gratificante da minha vida até ao momento.  Não me enganei!  O Alexandre entrou recentemente na fase das tiradas com piada, mas já lhe acho piada desde que nasceu... 
E, agora, chega aos escaparates o livro do "Cocó" (sim, eu sei que parece mal dizer as coisas assim, mas deixem lá isso...).  E eu já reli muitas das entradas que me fizeram (sor)rir e continuam a surtir efeito.  E cá por casa ando com o livro atrás, sob o ar admirado do namorido que deve pensar "quem és tu e o que fizeste com a Raquel?" (como já aqui comentei, sou uma viciada em clássicos e rara é a literatura "light" que tem permissão de entrar pela nossa porta).  Mas este livro, neste momento, faz-me bem...  Faz-me rir ao fim dia, quando o dia foi de chorar...  Faz-me apreciar ainda mais os momentos que tenho com o meu filhote, pois percebo que o tempo passa com uma rapidez assustadora...  Faz-me recordar os meses em que via a barriga crescer, diariamente, ansiosa por conhecer o "homem da minha vida".
Pode não ser um clássico, mas recomendo-o...  Principalmente a todas as que anseiam e aguardam a chegada dum rebento.

Acabar com a cegueira económica



O Banco - Como o Goldman Sachs dirige o mundo
de Marc Roche
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263805


Sinopse

«Eu faço o trabalho de Deus.» Mesmo que seja suposto ser uma piada, esta frase do diretor executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, resume a sede de poder de O Banco: a firma que dirige o mundo no maior secretismo.
Por detrás de uma lei do silêncio que nunca alguém ousou quebrar desde a sua fundação em 1868, o Goldman, ou GS, como se diz em Wall Street ou na City londrina - as duas grandes praças financeiras mundiais - pode realmente dominar o planeta? E se a resposta é «sim»? Como? A crise económica que começou no outono de 2008 atirou o Goldman Sachs, para as primeiras páginas dos jornais. O banco está em todo o lado: a falência do banco Lehman Brothers, a crise grega, a queda do euro, a resistência da finança a toda a regulação, o financiamento dos défices e até a maré negra do golfo do México.
Sabia que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, foi vice-presidente do Goldman Sachs International para a Europa entre 2002 e 2005. Ele era o «sócio» encarregado das «empresas e países soberanos», o departamento que tinha, pouco antes da sua chegada, ajudado a Grécia a maquilhar as suas contas graças ao produto financeiro «swap» sobre a dívida soberana. Que António Borges, dirigente da GS entre 2000 e 2008, foi diretor do Fundo Monetário Internacional, em 2010, funções que o levaram a supervisionar alguns dos maiores empréstimos da história da instituição: à Grécia e à Irlanda. Sabia que o atual presidente do Conselho italiano, Mario Monti, foi consultor internacional do Goldman de 2005 até à sua nomeação para a chefia do governo italiano.
 
 
Esta novidade da Esfera dos Livros (que ganhou o Prémio de Livro de Economia de 2010) tem levado um grande número de pessoas à livraria onde trabalho.  Pessoas que, como a maioria dos Portugueses, têm vivido uma cegueira colectiva sobre a realidade económica mundial mas que, com a situação actual, não só do País mas do Mundo, querem, finalmente, instruir-se e tentar perceber não só como chegámos aqui, mas também o que nos mantém neste ponto tão baixo (sócio-económico) e que jogadas de interesse e de bastidores estão por trás das decisões "dos que mandam". 
Um livro a não perder para quem quer retirar a venda dos olhos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pensamentos homicidas...



Sempre Vivemos no Castelo
de Shirley Jackson
Editor: Cavalo de Ferro
ISBN: 9789896231194


Sinopse

«Chamo-me Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e vivo com a minha irmã Constance. É frequente pensar que se tivesse tido um pouco de sorte poderia ter nascido lobisomem, porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento, mas tive de me contentar com aquilo que tenho. Não gosto de me lavar, nem de cães ou barulho. Gosto da minha irmã Constance, de Ricardo Coração de Leão e do Amanita phalloides, o cogumelo da morte. Todas as outras pessoas da minha família estão mortas.» Assim inicia Shirley Jackson o seu último romance, de 1962, considerado pela crítica uma das obras-primas da literatura norte-americana. Neste, atinge o auge a sua perícia narrativa de tornar real ao leitor um mundo inverosímil, conseguindo ao mesmo tempo convencê-lo de que a loucura e o mal habitam os cenários mais comuns.
 
 
 
A-DO-REI este livro!  Gostei tanto que, ontem, estava a acabá-lo e decidi deixar as últimas 10 páginas para hoje, por não querer despedir-me já dele.  Gostei tanto que, hoje, ao aconselhá-lo a um colega da livraria, reparei que já fazia planos para relê-lo, ainda que me faltassem as 10 páginas deixadas de ontem. 
Li várias opiniões sobre este livro em sites de leitura (basicamente por não conhecer nada da obra de Shirley Jackson) e reparei que a visão geral é que o livro é muito negro...  que é difícil sentir empatia por qualquer das personagens...  que a maioria das pessoas não sabe o que achar.  Eu sei!  Acho que sim, a atmosfera do livro é negra; sim, a personagem principal não captará, facilmente, a simpatia dos leitores; sim, é um livro que nos deixa incertos...  mas é disso mesmo que gostei!  Quero dizer...  Quem de nós, no meio de um momento stressante, e confrontado com a opinião e acção antagónica das outras pessoas, não pensou "quem me dera que morressem!"?  Ok...  Talvez não necessariamente com estas palavras, mas vocês percebem a ideia!
 
Esta é a história da família Blackwood.  A família Blackwood era, até há 6 anos atrás do início da acção, o pilar central de uma pequena aldeia norte-americana.  Ricos, poderosos e pretenciosos, os Blackwood marcaram a vida da aldeia, não pelos melhores motivos.  No início do livro, vemos que da família restam 3 membros:  Marricat (Mary Katherine, 18 anos, narradora, presa nos seus 12 anos de idade), Constance (a irmã mais velha, de 28 anos, maternal, caseira), e o Tio Julian (preso a uma cadeira de rodas e a um certo dia, 6 anos antes).  Através de Marricat descobrimos que a população local foge das meninas Blackwood como "o diabo da cruz" ainda que não hesitem em importuná-la nas raras vezes que tem de se dirigir à localidade às compras. 
É que, há 6 anos, durante um jantar de família, todos os outros membros dos Blackwood morreram envenenados com arsénico colocado no açucar.  Marricat estava de castigo, tendo-se portado mal, pelo que foi para a cama sem jantar.  Constance não usava açucar em nada.  O Tio Julian usou pouco, nas amoras, pelo que ficou para sempre enfermo, mas vivo.  Os habitantes locais, convencidos da culpabilidade de Constance nas mortes da família, cantam uma canção feita por medida a Marricat, sempre que a vêm, onde insinuam a possibilidade de a irmã a envenenar.  Constance torna-se a "celebridade" local e magotes deslocam-se à propriedade da família na tentativa de vislumbrar a assassina de ar plácido.  E no meio disto tudo, restam os pensamentos de Mary Katherine ao olhar para os aldeões:  "quem me dera que estivessem todos mortos, no chão...  e eu passar-lhes-ia por cima!"
 
 
Nota 4

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Porque comer "saudável" não significa abdicar do sabor



Apetite Saudável
de Gordon Ramsay
Editor: Civilização Editora
ISBN: 9789722634465


Sinopse

Nós somos o que comemos - e todos queremos ser saudáveis e estar em forma. Gordon Ramsay - o chef de 3 estrelas sempre em forma, corredor de maratonas e apresentador de TV cheio de energia - é um grande divulgador da comida saudável e da boa forma física. Na 3.ª série televisiva de The F Word congregou os pratos mais saborosos que estão em total sintonia com a forma como queremos comer hoje em dia. 125 receitas de fazer crescer água na boca, repletas de ingredientes frescos e vitais, cozinhados de forma saudável para realçar ao máximo o sabor. Preocupado com o nosso dia a dia, Gordon revela os seus ingredientes saudáveis favoritos e dá ideias originais para pequenos-almoços, brunches, almoços de trabalho, refeições para crianças, barbecues, jantares, sobremesas e snacks. Com fotografias coloridas e design moderno, este livro é indispensável para conseguir o enorme sucesso de Gordon Ramsay na cozinha.
 
 
 
Se é uma daquelas pessoas (como eu!) que não resiste a um programa da nova geração de chefs que passam na televisão, então já deve estar familiarizado com o nome de Gordon Ramsay.  O arqui-inimigo confesso de Jamie Oliver, compete com este em programas de televisão, restaurantes, fãs e, como se pode ver, até em livros.  Ao contrário de Jamie, que apresenta o ar de rapazola bem comportado constantemente entusiasmado pela comida, Ramsay é um homem sério, desbocado, que trabalha não só pela paixão à comida, mas também pela responsabilidade que o seu posto de chef internacional lhe dá.  Com programas de sucesso na Inglaterra e nos EUA, chega-nos agora, neste livro da Civilização, a oportunidade de também o público português se familiarizar com a cozinha do autor de "The F...  Word".

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mau uso de uma ideia potencialmente boa



Não Berres Comigo, Pai!
de Moni Port e Philip Waechter
Editor: Livros Horizonte
ISBN: 9789722417419



Sinopse

O pai da Helena não sabia falar normalmente. Tudo o que dizia saia-lhe da boca aos berros. A Helena estremecia mas, só por dentro. Até que um dia tomou uma decisão que deixou o pai mudo e calado. Ou quase.... Uma história que mostra como às vezes, muitas vezes aliás, os filhos também podem ensinar os pais.
 
 
 
 
 
Como já aqui disse, fui mãe de primeira viagem à pouco tempo (o baby tem quase 20 meses).  Por esse motivo, aventuro-me agora nas primeiras visitas a esse País Misterioso que é o dos Livros Infantis.  Lembro-me de o ter visitado...  Não!  De o ter habitado, feliz e conhecedora dos seus segredos.  Mas o País expandiu, aumentou, e nele surgiram novas aldeias, vilas, cidades e habitantes que me olham com olhares estranhos, que não (re)conheço.  O Alexandre ainda é novo para o habitar (apesar de adorar as visitas que lhe vai fazendo), mas eu já ando a preparar terreno para que, quando a altura chegar, ele se sinta lá tão bem como a Mamã se sentiu.

Ou seja:  ando a ler livros infantis a ver se começo a perceber alguma coisa daquilo!

E este, lamento dizê-lo, é um que não quero ver nas mãos do meu filho...  Que julgo não dever andar nas mãos de criança nenhuma...  Particularmente das (facilmente) influenciáveis crianças dos 4 aos 6 anos, que é a idade a que se destina.
Esta é a história da Helena!  A Helena vivia numa linda casa num vale, com a família.  Adora música e parece que tudo corre bem...  Bem...  Nem tudo!  O pai da Helena é um resmungão de primeira que, por tudo e por nada, desata aos berros.  A Helena farta-se e decide tomar uma decisão.  E qual é a sua decisão, que, segundo a sinopse, "mostra como muitas vezes os filhos podem ensinar os pais"?  Pois bem...  (e lembrem-se que este livro é para crianças de 4/6 anos)  A Helena foge de casa e vai pedir guarida em casa de estranhos!  Sim, é isso mesmo...  Queres ensinar os teus pais?  Desaparece, que depois eles passam dias à tua procura, a pendurar cartazes em árvores, entretanto tornas-te uma música famosa e quando se reencontram vivem felizes para sempre!
 
 
 
Nota Negativa!!!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um Tesourinho muito especial



O Tesourinho - Uma Nova Vida
de Maria João e Sandra Novais
Alphabetum Edições Literárias
ISBN: 978-989-96740-8-0




Sinopse:

Tinha três anos quando a sua vida girou cento e oitenta graus e transitou do abandono para uma família.
No dia 06 de Outubro de 2006, O Tesourinho começou a receber visitas daquela que seria a sua nova mãe e não temeu os estigmas da cor e da Síndrome de Down. Rendida ao amor, aceitou um quotidiano de desafios e de lutas em prol da aceitação e da não discriminação.
A partir desse dia, mãe e filho tornaram-se inseparáveis.
A felicidade é a palavra de ordem que o Tesourinho descobriu na sua nova vida.


Excerto:

"O Tesourinho nasceu no dia 06 de Outubro de 2003, às 12h46m, media 51cm e pesava 3.880Kg.
No dia 07 de Outubro de 2003 chegou a confirmação: O Tesourinho é um menino diferente (portador de Trissomia 21)."
"Foi no dia 06 de Outubro que o Tesourinho conheceu uma pessoa que viria a ser muito importante para ele. Era o dia do 3º aniversário e a prenda dele foi muito especial.
Ele recebeu “A Mãe”...
Quem sou eu?
Às vezes não sei.
Sou um menino igual a muitos outros, cor de chocolate, igual a muitos outros, e com Síndrome de Down, igual a muitos outros.
A minha vida mudou quando fiz 3 anos e houve alguém que me quis receber de braços abertos. É verdade, eu sou adoptado, e graças à minha mãe, que não olhou a diferenças, hoje sou feliz."





Lançado pela Alphabetum no mês passado, este é um relato na primeira pessoa de uma Mãe que escolheu sê-lo sem procurar facilidades.  Apaixonando-se pelo seu "Tesourinho", o facto de o menino que conquistou o seu coração ter Trissomia 21 nada fez para que questionasse a sua escolha.  Não teve dúvidas:  aquele era o SEU filho...  o SEU tesouro!  Adoptou-o, mudando de imediato a vida de ambos.
Este é um livro escrito a quatro mãos e a 3 corações:  as mãos e os corações da Mãe e da Madrinha do Tesourinho, e o coração deste, que é enorme e de valor incalculável!


(Apresentação d' "O Tesourinho, uma nova vida" na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, dia 6 de julho, às 21h30)